terça-feira, 13 de dezembro de 2011

"O começo do Final"

Cenas do ensaio de "A Lira e o Tambor"
O começo do final de todo o processo o tão esperado espetáculo, intitulado " A Lira e o Tambor"   , o processo está se encerrando e muitas coisas vão ficar guardadas na memória. Cada dia de ensaio, cada cena que foi criada colocada ou não dentro do espetáculo. Infelizmente algumas cenas foram jogadas fora com dor no coração, mas foram...
O sentimento agora é de tristeza por saber que em menos uma semana tudo vai acabar, alegria por te vivido isso aqui, dever cumprido por tudo ter corrido bem pelas multidões de pessoas que vieram nos ver, enfim por tudo que fez parte de todo o processo.
Cada instante e segundo vivido ficará eternizado na história. Posto abaixo, fotos de algumas cenas do nosso espetáculo e encerro minhas palavras com os agradecimentos aos professores, coordenadores, funcionários , amigos e colegas de elenco. 

OBRIGADA AMOOOOOO VOCÊS!!  

Fotos:



sexta-feira, 21 de outubro de 2011


Bom Senso

Tim Maia

Já virei calçada maltratada
E na virada quase nada
Me restou a curtição
Já rodei o mundo quase mudo
No entanto num segundo
Este livro veio à mão
Já senti saudade
Já fiz muita coisa errada
Já pedi ajuda
Já dormi na rua
Mas lendo atingi o bom senso
A imunização racional

Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho...
O resto é mar
É tudo que não sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho à brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho...
Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais e a eternidade...
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver...
Vou te contar...

Música


Lua Branca

(Chiquinha Gonzaga)


Ó! lua branca de fulgores e de encanto,
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo
vem tirar dos olhos meus, o pranto
Ai vem matar essa paixão que anda comigo,
Ai! Por quem és, desce do céu, ó ! lua branca
Essa amargura do meu peito, ó! vem e arranca
Dá-me o luar da tua compaixão
Ó! vem, por Deus, iluminar meu coração.
E quantas vezes lá no céu me aparecias
A brilhar em noite calma e constelada,
A sua luz então me surpreendia
Ajoelhado junto aos pés da minha amada
Ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo
Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo...
Ela partiu, me abandonou assim
Ó! lua branca, por quem és, tem dó de mim!...

Ó! lua branca de fulgores e de encanto,
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo
vem tirar dos olhos meus, o pranto
Ai vem matar essa paixão que anda comigo,
Ai! Por quem és, desce do céu, ó ! lua branca
Essa amargura do meu peito, ó! vem e arranca
Dá-me o luar da tua compaixão
Ó! vem, por Deus, iluminar meu coração.
E quantas vezes lá no céu me aparecias
A brilhar em noite calma e constelada,
A sua luz então me surpreendia
Ajoelhado junto aos pés da minha amada
Ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo
Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo...
Ela partiu, me abandonou assim
Ó! lua branca, por quem és, tem dó de mim!...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Processo

Resolvi, tirar essa atualização dessa pagina, para falar um pouco de como está sendo o processo de montagem pelo qual estamos passando nesse momento. 
O tão temeroso processo de criação, está sendo um pouco difícil e chato se consideramos um certo angulo... No começo as cenas sempre ficam ótimas, achamos todas maravilhosas, perfeitinhas e tudo o mais. Mas, quando começamos aquela parte em que temos que ensaiar, ensaiar e ensaiar a mesma cena varias vezes. Chega a ser cansativo e enjoativo, mas o resultado final fica ótimo. Seria muito mais fácil se todas as cenas já tivessem prontas e depois nós apenas tivéssemos que colocar nosso corpo e mente para dar forma a ela, e se não fosse feito modificações o tempo todo. Porque acaba sendo estressante! Claro que eu sei que isso sempre acontece em todo e qualquer projeto de montagem, mas é sempre bom escrever, comentar com pessoas o que se pensa para tentar alíviar um pouco o stress. Seria muito interessante se passássemos a usar o alongamento e aquecimento de um modo mais interativo e divertido, para deixar com que nós fiquemos totalmente empolgados com as cenas. 
Acho que é só isso que eu tenho a falar por enquanto. Mas, está sendo MARA 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Rap No Brasil, Como Surgiu...



No Brasil, especificamente em São Paulo, o RAP e o Hip-Hop se desenvolveram em meados dos anos 1980 através de encontros de jovens de periferia nas Praças da Sé e Roosevelt, no Vale do Anhangabaú, nas ruas Dom José de Barros, 24 de Maio e na Estação São Bento do Metrô.
Muitos jovens moradores de periferias de São Paulo, nos finais de semana, assistiam e participavam dos encontros liderados pelo breaker Nelson do Triunfo.
O RAP, quando chegou ao Brasil, foi chamado de funk falado. Jovens que acompanhavam as apresentações dos breakers começaram a improvisar e a compor rimas para serem cantadas por cima das músicas que eram tocadas.
Assim, apareceram os primeiros “tagarelas”, como eram chamados os rappers. O funk falado, os movimentos do break e as músicas foram espalhados pelas periferias paulistanas através dos bailes que aconteciam nas ruas, nas escolas e nos clubes dos bairros que já veiculavam black music há algumas décadas.
No fim da década de 1980, alguns grupos de RAP já estavam formados e apresentavam seus talentos em concursos promovidos pelas grandes equipes organizadoras de bailes blacks na cidade de São Paulo – Chic Show, Black Mad, Zimbabwe, dentre outras. Milton Sales, disque jóquei, reuniu os vários grupos de RAP e passou a promover concursos e apresentações. Ele também criou o MH2O (Movimento Hip-Hop Organizado) para facilitar a difusão do RAP na periferia e produziu, em estúdios de gravação alugados, os primeiros discos desse gênero musical, que traziam coletâneas contendo as rimas dos rappers. Foi numa dessas coletâneas que surgiu o grupo Racionais MC’s. Para difundir o RAP na cidade, Milton Sales recebeu o apoio da Prefeitura de São Paulo, que na época estava sob a direção de Luiza Erundina.

Rock no Brasil


Introdução

O rock brasileiro nasceu tão logo Elvis Presley disparou o primeiro dos três acordes de That's Alright Mama, e as primeiras cenas de "Rock Around The Clock/Balanço das Horas" - passaram nas telas dos cinemas brasileiros, com a trilha sonora de Bill Halley & His Comets. Em meados dos anos 50, inicialmente pelas mãos e vozes de orquestras de baile e cantores populares, como Betinho e Seu Conjunto, Nora Ney e Cauby Peixoto, o rock and roll tomou conta dos rádios, televisões e produziu ídolos como Sérgio Murillo, Tony e Celly Campello. Em seguida, com a entrada em cena da fase instrumental, os novos roqueiros agregaram à história do rock nacional os sons das guitarras, influenciados por grupos como os ingleses Shadows e os americanos Ventures, ampliando a cultura musical da juventude. Depois, nos anos 60, com a chegada dos Beatles, dos Rolling Stones e Jimi Hendrix, vieram a Jovem Guarda, a Tropicália e o som de garagem, com seus yê-yê-yês, distorções de guitarras e contestação. A experiência acumulada desembocou na geração dos anos 70, com o rock made in Brazil, que aprofundou as misturas sonoras, incorporando o progressivo, a música rural e outros sons nordestinos. As várias fases do rock brasileiro seguem explicadas abaixo.

Anos 50

A história do rock no Brasil é basicamente a mesma dos demais países, exceto Estados Unidos, onde ele nasceu, e Inglaterra, onde, de certa forma, o skiffle assimilou a seu jeito e de forma mais rápida a nova linguagem musical. Ao chegar em terras brasileiras, diante da inexperiência dos jovens frente ao ritmo novo, aos instrumentos e, mesmo, à falta de espaço social para a juventude, o rock and roll foi absorvido inicialmente pelas orquestras de jazz, e pelos cantores tradicionais, responsáveis pelos primeiros hits do novo gênero. Assim, Nora Ney, uma cantora de boleros e samba canção, gravou o primeiro rock – Rock Around the Clock (em inglês); Betinho e seu Conjunto é responsável pelo primeiro rock com guitarra elétrica, o clássico Enrolando o Rock, onde tocou uma Fender Stratocaster; e, ainda, é do compositor Miguel Gustavo, com interpretação de Cauby Peixoto, o primeiro rock com letra em português – Rock and Roll em Copacabana. Mas, de forma especial, foi com a exibição do filme Balanço das Horas (Rock Around the Clock), com trilha sonora de Bill Halley & His Comets, que o rock and roll estourou no país, provocando tamanha confusão nos cinemas, que levou, por exemplo, o governador de São Paulo, Jânio Quadros, a emitir "Nota Oficial", com o seguinte conteúdo: "Determine à polícia deter, sumariamente, colocando em carro de preso, os que promoverem cenas semelhantes. Se forem menores, entregá-los ao honrado Juíz. Providências drásticas". Também marco histórico do nascimento do rock nacional é o 78rpm com as músicas Forgive Me/Handsome Boy, gravado em 1958 pelos irmãos Tony Campello e Celly Campello, vindos do interior de São Paulo, que abriu definitivamente o caminho do disco, dos programas de rádio e televisão e shows. Depois, vieram Sérgio Murilo, Demétrius, Baby Santiago, Wilson Miranda, Ronnie Cord e outros, como Erasmo Carlos (com os Snakes), Eduardo Araújo, Albert Pavão e Renato e Seus Blue Caps, que fizeram a história daquela e das futuras gerações. Entre os clássicos da época, destacaram-se, entre outros, Rock de Morte (Sérgio Murilo), Rock do Saci (Demétrius), Bata Baby (Wilson Miranda), Estou Louco (Baby Santiago), Vigésimo Andar (Albert Pavão), Banho de Lua (Celly Campello), Rua Augusta (Ronnie Cord), Baby Rock (Tony Campello) e Diana (Carlos Gonzaga).

Anos 60

A década de sessenta abriu com a mistura de rock tradicional, som instrumental, surf music e outros ritmos como o twist e o hully gully. Com o surgimento dos Beatles e dos Rolling Stones, o rock brasileiro explodiu definitivamente sob diversas formas, transformando-se em um dos mais criativos da América Latina. O movimento Jovem Guarda, liderado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, envolveu a maioria da juventude, com programas de televisão, shows ao vivo e inúmeros discos, entre lps e os lendários compactos. Em 1966, sob o comando de Roberto Carlos (foto), o I Festival de Conjuntos da Jovem Guarda, promovido pela TV Record, espalhou a febre do rock pelo país, que tomou conta das garagens, clubes sociais, televisões regionais, festas de igreja e aniversários. Além dos três, também destacaram-se os cantores Eduardo Araújo e Ronnie Von e os grupos Renato e Seus Blue Caps, Os Incríveis e The Fevers, entre outros. Ao lado da Jovem Guarda, também a Tropicália, eliminando as fronteiras sonoras e culturais, introduziu a guitarra na tradicional MPB e o discurso político no rock, produzindo a versão brasileira da psicodelia mundial. Neste movimento, destcaram-se intérpretes, compositores e arranjadores como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Rogério Duprat e, de forma especial, o grupo Mutantes. Ainda, além desses espaços mais visíveis, o som de garagem também marcou a sua presença no cenário roqueiro nacional, por meio de inúmeros grupos que deixaram raros lps e compactos para a história, como Som Beat, Baobás, Beat Boys e Liverpool.

Anos 70

Os anos 70 foram marcados pelas bandas e intérpretes "made in Brazil", que afirmaram definitivamente a identidade do rock nacional, compondo e cantando em português e, também, ampliando o domínio da técnica, dos equipamentos e dos estúdios. Foi a década que também introduziu no país os grandes shows, tanto em casas de espetáculos, ginásios e, de forma especial, ao ar livre. Iluminados pelo exemplo dos Mutantes, dezenas de grupos desdobraram-se em variadas experiências, do rock visceral do Made In Brazil, ao progressivo Som Nosso de Cada Dia, liderado pelo ex-Incríveis Manito, passando pela psicodelia barroca d'A Barca do Sol, pelo rock rural do Ruy Maurity Trio ou pela mistura de progressivo/erudito/música regional do grupo O Terço, entre outros. Destacaram-se ainda nos anos setenta, os grupos Som Imaginário, O Peso, Bixo da Seda, Moto Perpétuo, Módulo Mil, Arnaldo (Baptista) & Patrulha do Espaço; Sá, Rodrix & Guarabira; Secos & Molhados e Veludo, entre outros. O grande destaque desta década é o surgimento de Raul Seixas que, depois de liderar o grupo Raulzito e Os Panteras, em meados dos anos sessenta, e produzir inúmeros artistas para a CBS, entre eles Jerry Adriani, transformou-se no maior roqueiro do Brasil, com sua colagem universal de Elvis Presley/John Lennon/Luiz Gonzaga.

Anos 80

Nos anos 80, o rock brasileiro se firma no mercado. Nomes consagrados da MPB e da música romântica cedem espaço nas paradas de sucesso a artistas influenciados pelas novas tendências internacionais. Punk, new wave e reggae ecoam no Brasil. O grupo Blitz, liderado por Evandro Mesquita, é o primeiro fenômeno espontâneo. Sua música "Você não soube me amar", de 1982, é sucesso nacional. Segue-se um surto de novos talentos, como Barão Vermelho, que tem Cazuza, considerado o maior letrista do rock brasileiro dos anos 80, Kid Abelha & os Abóboras Selvagens, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e Camisa de Vênus. São eles os novos interlocutores da juventude. Uma fusão de MPB com a música pop internacional ganha espaço no rádio. Eduardo Duzek, Marina Lima, Lulu Santos, Lobão e Ritchie são os representantes dessa tendência. O grupo paulistano RPM, liderado por Paulo Ricardo, chega a vender 2 milhões de discos entre 1986 e 1988. Ainda de São Paulo emergem Ultraje a Rigor (com a música Inútil) e Titãs, cujo disco Cabeça dinossauro transforma-se em marco da musicalidade produzida no período.
Veja uma lista das bandas nacionais que mais se destacaram nos anos 80:
Blitz, Barão Vermelho, Camisa de Vênus, Titãs, Ultraje a Rigor, Ira!, Legião Urbana, Os Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Havaí, RPM, Cabine C, Kid Abelha & os Abóboras Selvagens, Heróis da Resistência, João Penca e os Miquinhos Amestrados, Capital Inicial, Plebe Rude, Finis Africae, Biquini Cavadão, Lobão e os Ronaldos, Ritchie, Rádio Táxi, Roupa Nova, Lulu Santos, Leo Jaíme, Kiko Zambianchi, Os Inocentes, Cólera, Ratos de Porão, Garotos Podres, Olho Seco e Mercenárias

Anos 90

Nos anos 90, aparecem grupos cantando em inglês, que abrem perspectivas de sucesso internacional. O grupo mineiro Sepultura consagra-se na Europa e nos Estados Unidos. O grupo paulistano Viper conquista o Japão. A partir de 1993 voltam a fazer sucesso bandas que cantam em português e incorporam ritmos regionais nordestinos, como os Raimundos (de Brasília) e Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A (do Recife).

Música Erudita no Brasil

 (Pesquisa) 


No Brasil

A Música Erudita, ou Clássica, ou de Concerto, no Brasil dos primeiros séculos de colonização portuguesa, vinculava-se estritamente à Igreja e à catequese. Com o passar do tempo, irmandades de música, salas de concerto e manuscritos brasileiros vão traçando o perfil de uma atividade crescente no país, onde pontificaram nomes como Antônio José da Silva, cognominado "O Judeu", José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, Caetano de Mello Jesus, entre outros.

Com a chegada de D. João VI no Brasil, tivemos também um grande impulso às atividades musicais e José Maurício Nunes Garcia destacou-se como o primeiro grande compositor brasileiro.

Mas mesmo com todas as obras feitas por estes compositores, ainda no século 19, falar em música erudita brasileira era motivo de riso, num período totalmente dominado pelos mestres italianos (com esporádicas contribuições de alemães e franceses).

Foi somente com Villa-Lobos que a música nacionalista no Brasil introduziu-se e consolidou-se pra valer.

Nessa época, ignorava-se compositores como Alberto Nepomuceno e Brasílio Itiberê da Cunha, exatamente por causa da excessiva brasilidade de suas composições, e admitia-se Carlos Gomes graças ao sucesso europeu.

É a partir de Villa-Lobos que o Brasil descobre a música erudita e o país passa, desde então, a produzir talentos em série: Lorenzo Fernandez, Francisco Mignone, Radamés Gnatalli, Camargo Guarnieri, Guerra-Peixe, Cláudio Santoro e Edino Krieger são alguns desses expoentes.
Mas mesmo hoje, o Brasil ainda é um país que não percebeu o devido valor da música clássica ou erudita ou de concerto, talvez por causa de nossa história ou de nossa situação político-econômica. Os músicos eruditos e os artistas em geral são, como na opinião do professor Koellreutter, "uma espécie de Quixotes, que lutam contra os moinhos de ventos".

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Sambas Enredo

O samba-enredo, também chamada de samba de enredo, é um sub-gênero do samba moderno, surgido no Rio de Janeiro na década de 1930, feito especificamente para o desfile de uma escola de samba. Anualmente, as escolas de samba costumam promover concursos internos, onde várias músicas são apresentadas ao público em suas quadras, onde ao final, normalmente entre os meses de setembro e outubro, uma delas é escolhida como samba-enredo oficial para o Carnaval do ano seguinte. Algumas vezes, opta-se por fundir dois ou mais sambas-enredo que sejam do agrado dos membros da escola. O samba campeão embala a escola durante a fase de preparação, ensaios técnicos até ser apresentado no desfile de carnaval. Para que um samba seja considerado samba-enredo, o mesmo deve retratar o enredo escolhido pela comissão de carnaval da escola (não confundir enredo com tema). O samba-enredo é um dos quesitos utilizados no julgamento dos desfiles das escolas. A evolução da escola em muito depende do andamento do samba e seu desenrolar na avenida: algumas escolas preferem deixar o samba mais calmo, outras mais agitado, ou ainda mais românticos! Tudo depende de seu estilo de desfile que pode mudar de carnaval para carnaval. Escolas de Samba que tradicionalmente se apresentam com uma quantidade muito grande de componentes, em geral usam uma batida mais rápida para acelerar o movimento dos foliões na avenida e manter a harmonia do conjunto.




Criação do samba-enredo



Considera-se como primeiro samba-enredo, um samba da Unidos da Tijuca cantado no desfile de 1933, embora haja controvérsias sobre o assunto. Até 1947 as escolas de samba cantavam durante o desfile, dois ou três sambas que não faziam alusão ao enredo. Composto de um refrão pronto anteriormente e, durante o desfile, eram feitas improvisações. Em 1946, a instituição que, à época, organizava os desfiles das escolas de samba, proibiu a improvisação, exigindo que todas usassem o samba-enredo, que já havia surgido, sendo cantado eventualmente por algumas escolas. Ficou famoso neste ano o caso da escola de samba Prazer da Serrinha, que ensaiou o samba-enredo "Conferência de São Francisco" (de autoria de Silas de oliveira e Mano Décio da Viola), mas no momento do desfile acabou por apresentar um samba de terreiro, o que levou a escola a uma má colocação e precipitou o surgimento da dissidência Império Serrano, no ano seguinte.




Gravação dos sambas-enredo






O primeiro samba-enredo gravado foi "Exaltação a Tiradentes", de Fernando Barbosa Júnior e Mano Décio da Viola, Estanislau Silva e Penteado, pelo cantor Roberto Silva, com o título reduzido para simplesmente "Tiradentes", para o Carnaval de 1955, mas obteve pouca repercussão. O samba tinha sido apresentado pela Império Serrano, originalmente em 1949. Em 1967, o samba-enredo da Mangueira "O Mundo Encantado de Monteiro Lobato" fez sucesso por todo o Brasil, em gravação de Eliana Pittman, estimulando o lançamento do primeiro álbum de sambas-enredo, que reunia todos os sambas do ano, em 1968, intitulado "Festival do Samba"

Eu amo!

Sempre venho por meio desse blog, comentar sobre as aulas, pesquisas e afins. E só agora parei para pensar no outro lado da coisa, o lado de dentro, o interno mesmo, o relacionamento com as pessoas do valores tanto na área do teatro quanto nas outras áreas. 
Sinto que é muito importante o convívio, a união e a interação entre as áreas do valores. Porque no final, somos como uma família. Já que convivemos três horas por dia no mesmo espaço, vendo as mesmas pessoas durante quatro ou mais dias da semana. 
É tão bom acordar, e saber que vou ter que me arrumar para pegar o transporte para chegar ao valores. Que mesmo tendo que acordar cedo e pegar talvez ônibus cheio, (que são as coisas que eu mais odeio juntas (risos)) eu não penso em outra coisa a não ser estar no valores. 
A partir do momento em que piso na entrada do Plug, é como se uma alegria me invadisse por completa sabe? Como se energias positivas e boas rondassem lá e entrassem sobre mim. Talvez sejam as pessoas que estão presentes lá, tanto os amigos que tenho, quanto professores, as monitoras, e todos os demais funcionários. 
Por isso a única coisa que eu tenho certeza é que em toda minha vida, eu nunca vou me arrepender de ter entrado e ter feito parte do "Valores de Minas", porque ele se tornou uma das minhas paixões. 
Em síntese, eu amo estar lá. [E esse "desabafo" (não sei como apelidar isso hahah/) está me dando uma ideia para Fanfic, por tanto lá vou eu escrever minhas histórias e tentar construir essa que será nova. Haha ]

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Algumas apresentações...


Tristeza Pé No Chão (Letra)

Tristeza Pé No Chão

Clara Nunes


Dei um aperto de saudade
No meu tamborim
Molhei o pano da cuíca
Com as minhas lágrimas
Dei meu tempo de espera
Para a marcação e cantei
A minha vida na avenida sem empolgação

Dei um aperto de saudade
No meu tamborim
Molhei o pano da cuíca
Com as minhas lágrimas
Dei meu tempo de espera Para a marcação
E cantei
A minha vida na avenida sem empolgação


Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão
Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão


Fiz o estandarte com as minhas mágoas
Usei como destaque a tua falsidade
Do nosso desacerto fiz meu samba enredo
Do velho som da minha surda dividi meus versos

Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão
Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão

Nas platinelas do pandeiro coloquei surdina
Marquei o último ensaio em qualquer esquina
Manchei o verde esperança da nossa bandeira
Marquei o dia do desfile para quarta-feira

Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão
Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão


Fala Mangueira...

Aqui posto, alguns videos que possui um pouco da história da Grande escola de Samba Mangueira:



 

História das escolas de Samba



Bom, esse foi um trabalho de pesquisa proposto pela Adriana e Simone, sobre as escolas de sambas e suas figuras. Já que a base do nosso espetáculo é o samba.

Com a ascensão do nacionalista Getúlio Vargas, e a fundação da União Geral das Escolas de Samba, em 1934 - ainda que a marginalização do samba persistisse por algum tempo - as escolas de samba começaram a se expandir e a ganhar importância dentro do carnaval carioca, suplantando os ranchos e as sociedades carnavalescas na preferência do público, até que estes viessem a se extinguir. Não demorou muito para que as escolas de samba também se expandissem para outros estados, com a fundação em 1935 da Primeira de São Paulo, a primeira escola de samba de São Paulo. Os concursos oficiais de Escolas de Samba na capital paulista só começaram em 1950, com a vitória da Lavapés, porém antes disso já existiram outros torneios de âmbito sub-municipal e também estadual. No início dos anos 1960, com a decadência dos cordões carnavalescos em São Paulo, alguns destes grupos, como o Vai-Vai e o Camisa Verde e Branco tornaram-se também escolas de samba.


A aparição das escolas de samba está ligada à própria história do carnaval carioca em si, bem como da criação do samba moderno. Foram os sambistas do Estácio, com a fundação da Deixa Falar, em 1928, que organizaram as bases das atuais escolas de samba, entre eles Ismael Silva, na sua idéia de criar um bloco carnavalesco diferente, que pudesse dançar e evoluir ao som do samba.




Data de 1929 o primeiro concurso de sambas, realizado na casa de Zé Espinguela, onde saiu vencedor o Conjunto Oswaldo Cruz, e do qual também participaram a Mangueira e a Deixa Falar. Alguns consideram este como sendo o marco da criação das escolas de samba.


No entanto, entre 1930 e 1932, estas apenas foram consideradas como uma variação dos blocos, até que em 1932 o Jornal Mundo Sportivo, de propriedade do jornalista Mário Filho, decidiu patrocinar o primeiro Desfile de Escolas de Samba, na Praça Onze. Na redação do jornal - que também abrigava compositores de sucesso (tais como Antônio Nássara, Armando Reis e Orestes Barbosa), surgiu a idéia de realizar a organização de um desfile carnavalesco. O jornal, inaugurado no ano anterior por Mário Filho, irmão do jornalista Nelson Rodrigues, com o término do campeonato de futebol, estava sem assunto e perdia leitores; por este motivo, o jornalista Carlos Pimentel, muito ligado ao mundo do samba, teve a idéia de realizar na Praça Onze um desfile de escolas de samba, na época ainda grafadas entre aspas.


A convite do Mundo Esportivo, 19 escolas compareceram. O jornal estabeleceu critérios para o julgamento das escolas participantes] A tradicional "ala das baianas" era pré-requisito para concorrer, sendo que as escolas, todas com mais de cem componentes, deveriam apresentar sambas inéditos e não usar instrumento de sopro, entre outras exigências.


A escola vencedora foi a Estação Primeira da Mangueira, enquanto o segundo lugar coube ao grupo carnavalesco de Osvaldo Cruz, hoje Portela. O sucesso garantiu a oficialização do concurso que permaneceu na Praça Onze até 1941. Com o tempo, as escolas de samba aproveitaram muitos elementos trazidos pelos ranchos, tais como o enredo, o casal de mestre-sala e porta-bandeira e a comissão de frente, elementos aos quais Ismael Silva, ao idealizar o Deixa Falar, era contrário.


Porém, as contribuições da Deixa Falar - que nunca chegou a desfilar como escola de samba realmente - foram fundamentais para fixar as características principais das escolas atuais. Entre elas destacam-se: o gênero musical (samba moderno), o cortejo capaz de desfilar sambando, o conjunto de percussão, sem a utilização de instrumentos de sopro, e a ala das baianas.


Em Porto Alegre a primeira Escola de Samba considerada " moderna" foi a Academia de Samba Praiana, que em 1961, revolucionou o desfile de Porto Alegre. Até então, existiam blocos, cordões e tribos carnavalescas. A Praiana foi a primeira escola de samba do Rio Grande do Sul a introduzir enredos, alas, baianas, mestre-sala e porta-bandeira e outras características das escolas de samba do Rio de Janeiro.


Em 1952, foi criado pela primeira vez, no Rio de Janeiro, o Grupo de acesso, devido ao grande número de escolas previsto para o desfile. Naquele ano, o desfile do grupo de acesso (Grupo 2, atual Grupo RJ-1) foi realizado e teve seu julgamento, porém o desfile do grupo principal (Grupo 1, hoje Grupo Especial) realizado sob fortes chuvas, teve o julgamento anulado, motivo este de não ter havido rebaixamento, apenas ascensão das primeiras colocadas do Grupo 2.


Em 1953, a partir da fusão da UGESB com a FBES, surge a Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro, que organizaria o desfile até a criação da LIESA, liga formada pelas escolas de samba da divisão principal, que passou a ser chamada de Grupo Especial. Em 2008, foi criada, para o carnaval do ano seguinte, a LESGA, com as escolas do segundo grupo passando também a ter sua liga própria. A criação da LIESA inspirou entidades semelhantes em outras cidades, como por exemplo a LIGA-SP.


Em 1984, no Rio de Janeiro, durante o Governo de Leonel Brizola, foi criado o Sambódromo, um espaço definitivo para a apresentação das escolas de samba, obra muito criticada pelas Organizações Globo. A recém-criada Rede Manchete transmite o desfile e alcança o primeiro lugar em audiência. Anos depois, em São Paulo, a prefeita Luiza Erundina fez o mesmo, criando o Sambódromo do Anhembi.


Hoje, muitas outras cidades espalhadas pelo país também possuem os seus sambódromos, entre elas Manaus, por exemplo, que em 1993 teve seu desfile transmitido pela Rede Manchete para todo o país, ao vivo., Porto Alegre com o sambódromo Porto Seco e Vitória com o Sambão do Povo.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Poesia "Teatro"

Oiiiii,
Essa semana eu não vou demorar muito, porque eu tenho que arrumar umas coisas aqui em casa... 
Bom, as aulas continuam acontecendo, e eu estou gostando bastante... A parte que esta sendo chata são os animais, é meio esquisito sei la, mais vou ter que me acostumar né? A aula de musica foi muito legal, meu grupo fez uma encenação chamada "Um Sonho Encantado" muito legal e interessante. Voltando ao teatro, o negocio do bastão é muito "MARA", tirando quando ele acerta um né? Tipo, eu quase matando a Natty com bastão na cara. Coitada! kkkk Mais fora isso estou me acostumando, o bacana é que tem que ser rapido e ter muito reflexo pra não deixar ele cair ou para não levar "bastãozada" na cara, ficar sem o pé, sem a cabeça, etc..

Como prometido hoje vou postar uma poesia de minha autoria aqui:

Teatro

A paixão pelo teatro
Me trouxe até aqui
O que seria de mim
Sem esse sonho

Sonho que muda, transforma
Que a cada dia apreende, apanha
Porém, nunca morre!
Está e sempre esteve presente em mim

A vida é cheia de caminhos
Escolhi esse entre vários que tinham
Arrependimentos? Não tenho.
E irei busca-lo a cada dia.

Um amor incondicional em cinco letras
E em apenas uma palavra:
T E A T R O! Que me guia pelos caminhos da vida

Jennifer Ferreira De Souza
 Jenny F 

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Esta semana :)

Essa semana digamos que foi meio puxada... De aulas de Linguagens e Dança, mudamos para aulas de Circo e Música. Música é claro que eu Jennifer tenho a certeza que vai ser maravilhoso, afinal foi minha segunda opção. Agora circo me mata! É um saco as aulas, e meu corpo fica tipo dolorido, fora o fato de que eu não sei dar cambalhota nem estrelinha entre essas outras coisas difíceis. Se eu pudesse mataria todas as aulas de Circo, mas infelizmente não rola * faz bico*
Agora Musical eu amo, estou amando e vou amar. As aulas do Leo são tipo as melhores! 
AH! As aulas de teatro dessa semana, na terça eu achei meio sem graça e meio chata. Mais hoje a aula me surpreendeu, finalmente começamos a trabalhar dentro da cena, com os personagens, foi muito legal. E a parte mais tensa é na hora das criticas né? Porque não podemos nos justificar e ter que ficar calado ouvindo os outros criticarem o seu trabalho, acho que não é nada bom. 
Mais é isso aí, a vida é assim. Tem coisas boas, coisas ruins, a vida é assim! 
Na semana que vem, eu vou postar uma poesia aqui HAHAHAHAH 
E é isso fim.... -N
Semana que vem tem mais...
Para finalizar o post...
* coloca o pé direito* EU QUERO! EU POSSO! EU CONSIGO!!!!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Aula de Hoje!!! :)

Hoje não vou demorar muito...
Sei lá, estou gostando bastante das aulas que estão acontecendo no Valores. Claro que tem dia que eu morro de preguiça de acordar 5h30min da manhã, mais no fundo vale muito apena. Tanto que chegando lá no plug eu nem quero ir embora. Hoje a aula foi tipo mega legal, a turma toda cooperou, e ficou uma coisa muito gostosa de fazer. Também já estou começando a me acostumar com as abominais da Fafá (risos). Juro para vocês que quando estamos na dança ou na aula de linguagens ou até mesmo a aula do Assis eu sinto falta da Fafá.
Bom, a tendência das aulas e do convivo com a turma tem só a melhorar. Agora que todo mundo praticamente já sabe o nome de todo mundo e já tem um papo mais aberto acho que vai ficar mais divertido e gostoso de trabalhar.
Agora é usar desse final de semana para pensar nos "10 mandamentos do  grupo de teatro." 
E é isso, vou encerrar como encerramos todas as aulas ... 
*coloca o pé direito* : EU QUERO, EU POSSO, EU CONSIGO!!!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Aulas no Valores

Estamos ainda no começo de tudo, de todas as aulas, ainda estamos nos conhecendo, mas a impressão que dá é de que esse ano vai ser um ano muito divertido, cheio de estórias e coisas boas para contar... As aulas de teatro no valores estão me saindo muito melhor do que eu esperava, não posso deixar de dizer também que estou louca chegar o segundo semestre para começarmos a montar o espetaculo. haha
E as aulas de Linguagens? São as melhores cara, muito divertido e também me fez parar para pensar em coisas que tipo, eu nunca nunca imaginei na minha vida, ou pelas quais eu nunca tive tempo para parar e pensar. 
Outra coisa, estou com o maior problema com aquele caderno, eu não sei nem o que eu vou escrever direito nele, ainda nem comecei a criar a capa que está em branco. Porque eu prefiro mil vezes usar esse espaço aqui que lhes escrevo para dizer do que usar o caderno, acho que o caderno é uma coisa muito pessoal e eu sou o tipo de pessoa que gosta de compartilhar todas as coisas com os outros HAHA 
É isso aí! Deixo abaixo uma foto da turma de teatro do turno da manhã
Valores 2011
Turma do Teatro Manhã. É NÓIS GALERA -QQQ 

Primeiro POST ee/

Boa Noite pessoas :)
Finalmente hoje eu estou inaugurando o blog *joga confete* haha 
Irei atualizar aqui todas as sextas-feiras, porque meu tempo está muito corrido, entre o valores, a escola e as minhas Fanfics que eu amo escrever, não me resta muito tempo para divertimento na internet né? =/
Mais com o tempo eu vou ajustar tudo direitinho e vai ficar tudo perfeito e os meus horários finalmente vão dar certo.
Era só isso que eu queria dizer nesse post
A PARTIR DE HOJE ESTÁ INAUGURADO O BLOG!!!!!